Uma simulação por computador permitiu reconstituir com precisão a
emergência, a partir de pequenas comunidades, dos maiores impérios da
Antiguidade - e explicar por que isso não aconteceu em todo o lado.
Por que é que uma sociedade humana deixa de ser apenas uma pequena
comunidade local, isolada, e adquire a extensão e a complexidade social
de um Império Romano (ou Persa, ou Assírio), onde milhões de pessoas são
governadas pelas mesmas leis e cooperam entre si em nome do interesse
comum - ou, pelo menos, de uma autoridade suprema? Por que é que isso
aconteceu, ao longo da História, em certas regiões da Ásia, África e
Europa, mas não noutras? Segundo resultados publicados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, o principal motor da evolução da complexidade das sociedades humanas, é... a guerra intensiva.
Peter Turchin, da Universidade do Connecticut (EUA) - pioneiro da
modelização matemática da História -, e colegas argumentam que, até
agora, todas as teorias propostas para explicar a grande variabilidade
observada na capacidade de um grupo humano construir um Estado como os
que hoje conhecemos - coeso e viável apesar de os seus inúmeros cidadãos
não se conhecerem pessoalmente, nem serem parentes uns dos outros - têm
sido descrições verbais. Pelo contrário, o modelo que estes cientistas
apresentam descreve a realidade através de parâmetros mais quantitativos
e a sua validade pode ser testada comparando a simulação com o que
realmente aconteceu ao longo dos séculos. Ora, quando a distribuição
territorial da intensidade da guerra ao longo de 3000 anos de História -
de 1500 a.C. a 1500 d.C.) - é tida em conta pelo modelo, a geografia da
ascensão e queda dos impérios obtida na simulação corresponde de muito
perto à geografia da ascensão e queda dos impérios que os livros de
História nos contam.
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